
“I’m not afraid of anything! I just need to know that I can breathe. I don’t need much of anything but suddenly, suddenly…
I am small and the world is big! All around me is fast moving; Surrounded by so many things but suddenly, suddenly…
How does it feel to be different from me? Are we the same? How does it feel?”
- Avril Lavigne
O cuspe ainda corrói no rosto. O rosto ainda definha os traços. As células derretem por um segundo passado e o passo bate à porta da face com um murro fantasma que arde, machuca e revela: o podre te toca, o podre penetra e entoca-se pela garganta, o podre arranha, o podre ganha, o podre fanha tua voz.
Silêncio meu.
Até mesmo essa dor que me quebra é bonita demais para o que em mim é exterior. Os motivos que doem são belos, as memórias que doem são belas: a beleza presente como única escapatória à inflamação: inflama, incha, hemorrágica, mas com um quê de arte e sublimidade. O externo não vale, o externo é um morro de dois palmos de areia e lixo infeccioso.
Choro meu.
Essa súplica e olhos vermelhos são o meu desespero, são as minhas tentativas e chamados. Jamais atendidos. Perco-me, deixo-me, escapulo entre lençóis e paredes e chãos e cantos escondidos, com a garganta presa, com as unhas cravadas na pele, com os cílios comprimidos, com os comprimidos no ralo: deixa que eu sinta. E então todos me deixam. Só. Prece inversa: não vale minha oração, não vale meu rogo subliminar, não vale minhas metáforas.
As drogas, os cortes, o que contorce e distorce e também em mim são.
O cigarro pela metade. A carcaça que geme. O esqueleto que de cima abaixo se quebra, cai, vai e nunca vem. Suicídio de mão única. Corpo amputado. A verdade: prefiro a doença à máscara. Em meu leito e martírio, ainda sei ser de uma intensidade que não cabe no mundo, que não cabe ao mundo. Esborro enquanto os homens contêm a si mesmos e vomito vermes enquanto os outros seres são esterilizados por mãos vadias que não sabem limpar a própria pele - só outras capas epiteliais, só outras, só.
Eu pareço com a vagabundagem que a cidade rejeita. Com a crueldade fincada no peito e o sangue jorrando aos litros, deixando trilha para que outros loucos me encontrem. Assim sou. Com o ócio ou a bebedeira, com o pulmão preto, com a ressaca da orla, com a destruição e a quebra da base do prédio que treme e vem ao chão. Eu pareço com a vida perdida, com a puta da Via Expressa que tem melhores conceitos sobre o amor do que a florista que monta buquês aos namorados. Eu pareço com a chuva torrencial e com a parte da casa queimada, com o cheiro da morte negada, com a luz apagada, quebrada e jogada fora.
Eu sou um mundo que recebe o não de um mundo mudo.
Um mundo dentro de um mundo. E que não faz questão de sim.
Claudia Calado
(Source: ocaosdoseio)
“Jealousy. When a girl sinks to her lowest, she loses her last treasure: Her self worth.
She sells herself. She gives her virtue away for money, not love. She convices herself she does not need love. “My heart is stone.” she says. “My chance at happiness died long ago.”
To fall in love again, it almost enrages her. “My heart is dead. Don’t ask for my love, I have none to give”. Lies.
When cacooned in apathy, love is a dangerous thing.”
C. - You Know That I’m No Good